Do Batalhão do Imperador ao BGP
 
   
   

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ORDEM DO DIA DO 173º ANIVERSÁRIO DO
   
   
BATALHÃO DA GUARDA PRESIDENCIAL
   
     
   
     
Colaboração do companheiro Gosuen
   
   

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OOOMeus comandados e ilustres convidados:

OOONeste dia 20 de julho, comemoramos, com justo orgulho, o 173º aniversário do Batalhão da Guarda Presidencial.
OOONosso batalhão foi criado no ano de 1823 por Decreto de D. Pedro I, com a finalidade precípua de combater as tropas lusitanas que se opunham à independência do Brasil. Foi instituído como um Batalhão de Caçadores, recebendo a denominação de Batalhão do Imperador, e seu primeiro porta-bandeira foi o então tenente Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro.
No mesmo ano, essa tropa selecionada e recém-criada embarcou para a Província da Bahia, onde recebeu seu batismo de fogo e teve destacada atuação nos combates de Engenho Conceição e Campina, marcando o início de uma trajetória pontilhada de êxitos e glórias.
OOODois anos mais tarde, o Batalhão retornou aos campos de batalha, tomando parte na Guerra da Cisplatina, onde confirmou de forma incontestável a sua denominação de tropa de elite do Exército Imperial. Nessa campanha, sobressaiu-se a personalidade ímpar do então capitão Luiz Alves de Lima e Silva, comandante de uma das companhias do Batalhão.
OOOEm 1828, o Batalhão retornou à Corte. Um ano depois, Luiz Alves de Lima e Silva foi promovido a major e designado subcomandante do Batalhão do Imperador.
OOOCom a abdicação de D. Pedro I e a mudança do quadro político do País, o Batalhão foi extinto. Porém, seus feitos heróicos permanecem marcados no mármore indelével da memória da Nação.
Em 7 de abril de 1933, por Decreto Presidencial, foi criado o Batalhão de Guardas, com sede na cidade do Rio de Janeiro e a missão específica de Guarda do Palácio do Governo. No próprio decreto de criação, em atenção às tradições históricas, às quais fazia jus como legítimo herdeiro do Batalhão do Imperador, ficou disposto que em formaturas gerais, como nas guardas em dias festivos, iria usar um uniforme especial que recordasse as tradições da infantaria brasileira dos tempos da independência e das primeiras revoluções republicanas.
OOOA 20 de julho desse ano, já organizado e com aquartelamento definido, instalou-se o Batalhão de Guardas, iniciando nova fase de gloriosos feitos a serviço do Brasil. A 25 de novembro, foi criada a banda de música e de corneteiros, que passou a proporcionar um brilho especial às formaturas e solenidades da nova unidade.
OOOAlém da missão de guardar o Palácio do Governo, o Batalhão recebeu a incumbência de participar do cerimonial específico do Governo Federal. Assim, a 3 de maio de 1935, foi feita a primeira guarda de honra, por ocasião da abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, e o Batalhão participou pela primeira vez, a 28 de julho de 1936, de uma cerimônia de entrega de credenciais de embaixador.         
OOOCom a mudança da Capital Federal para o Planalto Central, por decreto do excelentíssimo senhor presidente da República, dr. Juscelino Kubitschek, o Batalhão de Guardas teve sua sede transferida para Brasília e sua denominação, modificada, em 6 de abril de 1960, para Batalhão da Guarda Presidencial.
A chegada no cerrado da Pátria, com a cidade ainda em construção, foi marcada pelo pioneirismo e pelo espírito de abnegação que sempre estiveram presentes nos desafios impostos a esta unidade, desde a campanha da independência, até os dias atuais.
OOOO tempo passou, o sol da liberdade ainda brilha no horizonte. Os momentos sombrios da história foram iluminados com a chama dos nossos heróis ilustres e anônimos que, com a grandeza de suas almas, mantiveram a nossa “Pátria-Mãe” livre e soberana.
OOOOntem, o Batalhão do Imperador e o Batalhão de Guardas; hoje, o Batalhão da Guarda Presidencial. Passado e presente se fundem sob a inspiração do mesmo ideal nascido quando o 2.º tenente Luiz Alves de Lima e Silva recebeu, das mãos do Imperador D. Pedro, o primeiro pavilhão nacional, em 1822.
OOOParabéns, BGP! Revives, hoje, a saga dos nossos antepassados que, com o sacrifício de suas vidas, contribuíram para a construção e a grandeza do Brasil. Seus feitos de ontem não foram esquecidos e servem de inspiração e força para nossas ações no presente.

OOOUma vez granadeiro, sempre granadeiro! 
          
OOOGuarda!

OOOBrasília, 20 de julho de 1996.

OOOAssina: Lúcio Mário de Barros Góes – Cel. Inf.
OOOComandante do BGP