Estórias e "causos" de caserna |
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"Petit pourri" de recordações (ao Xerém) |
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Fernando Antonio Rosa (Corneteiro Distraído) |
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| Xerém... eu tenho uma memória privilegiada: Você recorda das corridas que fazíamos passando por trás da torre... estava iniciando a construção; do campo de futebol de terra atrás do rancho; do Dib quando chegou magrinho e quando deu baixa forte como um touro... ( o boiadeiro tb). Tinha nêgo bom na pista de aplicação, o Ferreira era um deles; quando o Risco pegou cachumba... a briga do Tonhão com o Déca da CCS na pensão da Espanhola? O dia que prenderam o Paina... Quando esquecemos o Manilha na ponte do rio São Marcos em Paracatú? Quando o "Cobre Mira" atirou com o fuzil sem tirar a dita cuja... O Trebesque, como comia cebola!!! Quando o Alemão enfiou a ponta da baioneta na bunda do Tutú....Tenho muito mais lembranças... o Sacomane, intelectual... Abraços. ROSA. |
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Acuidade visual (pré-caserna) |
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por Pedro Kowaliauskas |
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Muitos, ou alguns dos que estavam prestes a servir as forças armadas tinham medo de serem escolhidos. Tanto que chegavam a tremer ou suar frio por ocasião da seleção. |
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Nomes e apelidos II |
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por Edson Andrade |
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Muito interessante a lembrança do amigo Xerem a respeito de nomes e apelidos. Tinhamos na 4.ª Cia o PATETA (Castalgine), o GANSOLINO (Luiz Carlos Leite Carneiro), o XIRÃO, o RISCO (Clovis de Araraquara), o LAGARTIXA (Benedito Silva), o PAULO BUNDA (saudoso de Rio Preto), o BANDOLA (grande amigo de Rio Preto) o PATO ROCO e o CAVAQUINHO (ambos de Rio Preto, já falecidos) o JIPÃO (Ataíde Garcia, de Rio Preto, já falecido), o TUTU (Teobaldo, Araraquara), o GREGO (Papadopoli, o corneteiro). Não podemos nos esquecer do KID MORENGUEIRA (ten Cardoso). O Moura se lembrou de mais um: COBRE MIRA. Serão necessárias algumas seções de consultas para se lembrar de mais alguns apelidos, que agora me fogem. Um forte abraço do amigo de sembre. EDSON DE ANDRADE - Sd. 1847. |
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Identificação dos personagens do causo |
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"Sexta-feira" e as prostituas |
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por Neoclair Ribas (Xerém) |
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00FERNANDO ANTONIO ROSA, 4ª CIA, da Cidade de Matão, Corneteiro (e dos bons), que eu tasquei-lhe o codinome de CORNETEIRO DISTRAÍDO, pois ousou tocar RANCHO para o Presidente CASTELO BRANCO, é mole? |
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"Sexta-feira" e as prostitutas |
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por Antonio Fernando Rosa (corneteiro distraído) |
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00Quando fomos para Goiânia retirar do poder o governador de Goiás, o interventor foi o coronel Meira Mattos que era de São Carlos.
00Fui como corneteiro e toda manhã (todos devem se lembrar) faziamos a parada e eu tocava o toque do coronel (atenção batalhão, coronel chegou... alguém se lembra disso?!), em seguida hasteava-se a bandeira (isso era feito no Palácio das Esmeraldas onde era, então, a residencia do interventor). 00Certa noite estava eu e o Fernando, de Santa Rosa do Viterbo, conversando, pois erámos da seção de comando do então sub-tenente Borges (saudoso), quando o sargento Sampaio nos ordenou que fôssemos com ele verificar uma ocorrência na zona P-16, em Aparecidinha de Goiânia, pois havia recebido uma denúncia de desordem no local. 00Lá fomos nós com nossos apetrechos: fuzil, capacete, etc., farda de instrução. O motorista era o Borrachudo, da CCS. Na frente foi o sargento ao lado do motorista e atrás, eu e o Fernando sacolejando no velho jeep. Quando chegamos em |
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Aparecidinha de Minas, na referida casa, por volta de uma hora da manhã, tudo fechado... nenhum sinal de qualquer tipo de ocorrência. As prostitutas estavam todas escondidas, com medo da gente. O sargento Sampaio, que eu não sabia ser tão bravo, pensou por um momento e em seguida mandou meter o pé na porta para abrir. |
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O sargento enforcado do Posto 5 |
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por José Artur Sampaio (1ª Cia - 1964) |
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000Não se sabe se, lenda ou não, mas, na história de quartel conta-se que, certa
feita, logo no início das suas instalações , um certo sargento que fora traído pela sua noiva, inconformado com o fato, pusera fim à sua existência, enforcando-se próximo a um posto de sentinela, atrás do quartel, numa tortuosa árvore de cerrado ali existente. Desde então, o sargento ali fora visto muitas vezes, em profunda lamentação, caminhando de um lado para outro. |
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As "bacias" do Congresso |
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por José Artur Sampaio (1ª Cia - 1964) |
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00Ao serem iniciados os plantões e guardas dos Palácios, ainda “recos”, uma certa guarda destacada ao Congresso, fora orientada pelos “praças-velhos”, para, lá chegando, “desvirar” as grandes “bacias” (arquitetura da Câmara e do Senado), a cada troca de guardas. E o pior é que conseguiram incutir na cabeça dos “recos” tamanho estapafúrdio, orientando-os a não fazerem perguntas aos superiores da guarda, pois isso já era obrigação diária e o sargento e o tenente não gostavam de repetir ordens. Evidente que, lá chegando, sentiram a impossibilidade do ato, embora só o percebessem já bem próximos do imenso bloco de alvenaria de Niemeyer. |
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"Porrada" certeira |
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por João Guilherme |
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000Eu era motorista do almoxarifado e me levantava as 5h30, meia hora antes da alvorada, para ir à granja do Torto buscar o leite para levar na casa dos oficiais que ficava no setor militar. |
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Quem "foi" Neoclair Aparecido Ribas? |
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por José Artur Sampaio |
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000Se imaginarmos tratar-se de uma daquelas figuras legendárias como “Os Três Mosqueteiros” ou “Robin Hood”, efetivamente erramos... No entanto, sob a alcunha de “Xerém”, aí sim, milhares de amigos darão o seu testemunho, que tal figura não só "foi", como ainda "É" o arquiteto das boas amizades. |
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guardas, etc. 000O Neoclair, como citamos, figura simples, bastante humilde, é, então, selecionado para funções burocráticas, junto ao Comando do Batalhão, ou seja, uma função privilegiada. Na verdade, função de responsabilidade, de confiança, de bastante trabalho, mas, livre da escala de guardas e outros treinamentos exaustivos. Mais uma vez, há que destacar o “algo mais” do Xerém, que o fez ser visto e selecionado para uma atividade tão especial . 000Ali servindo, no entanto, e próximo dos comandantes e oficiais, o Xerém, inúmeras vezes, prestava-se como intermediário, advogando causas e pedidos entre a tropa e o Comando. Isto o tornava ainda mais conhecido, facilitando sua missão de “fazedor de amigos”. 000Ontem no BGP, hoje no BS, a mesma figura do amigo parece não ter notado o peso dos sessenta e tantos anos na esteira do tempo. Não fosse o traiçoeiro agrisalhar de seus cabelos, haveríamos de dizer que o Xerém continua o mesmo Neoclair ... 000Aproxima-se a data de comemoração do aniversário do BGP (20 de julho) e lá vem o Xerém com sua pasta, suas anotações, seus álbuns de fotos. É ele que reúne, que anota, que prepara, que avisa, que orienta tudo sobre as viagens. É ele que nas viagens serve-nos como “comissário de bordo”; nos desembarques e nos passeios é o vigilante técnico de turismo; também é o piadista, o informante, o repórter, o fotógrafo, o mediador (até hoje) entre o “comando e a tropa” . 000Obrigado, Xerém, você personifica a verdadeira Fraternidade, importante elo entre todos que compõem nosso Batalhão da Saudade. 000São Carlos, 10/03/2009 000Zé Artur, 1ª.Cia Fzo.2038/ 1964 000Obs;- Caro amigo, apesar de sua sincera modéstia, gostaria que enviasse o texto acima , aos “causos da caserna”, afinal, o texto é meu, mas o mérito é seu.. |
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Um "causo" da caserna no "tempo das cavernas" |
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ou: Ele era um anjo? |
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por Pedro Kowaliauskas |
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000Tanto tempo faz que parece até haver sido o tempo dos homens das cavernas. Povoam nossa mente, lá naquele cantinho das lembranças, os sons dos tiros na Explanada dos Ministérios e no “stand” de treinamento... a notícia do soldado encontrado morto na piscina do Torto... as expulsões... |
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fama de ser a mais brilhante do Batalhão e até mesmo alguns a chamavam de vedete das companhias ou, fazendo um trocadilho, companhia de vedetes... Foi pra lá que o FRANCO foi designado. Não prestou! Logo se indispôs com um oficial, segundo disseram, e foi punido. O superior sempre está certo, não importa quão gênio possa ser o soldado. Ordem não é pra ser discutida. É pra ser cumprida! Não demorou pra que o agora ex-aluno do CFC, estivesse no comportamento “mau” e comentava-se que aguardava ser expulso, visto que estava recolhido ao xadrez. Pálido e magro...
Foi aí que, um dia, se viu a silhueta do capitão Camargo sair da CPP e mergulhar no sol quente do pátio dirigindo-se ao Comando do Batalhão. Carregava um ar sério em seu semblante. Seus passos pareciam comandar e conduzir uma companhia de seres vindos do Olimpo, que o seguiam invisíveis nessa missão. Ia falar com o Coronel sobre a situação do Franco, segundo comentaram... (a gente nunca fica sabendo direito do que acontece nos escalões...) 000Não demorou muitos dias e novamente estava o Franco de volta à 3ªCia. 000Os dias corriam e já chegava a baixa. Era tempo de devolver as armas. Incrível, mas parece que os céus às vezes pregam algumas peças: Franco foi limpar o seu FO e a vareta engasgou ficando presa dentro do cano da arma. Sua baixa foi adiada... Eu não soube mais nada daquela cabeça de gênio. 000E do Capitão Camargo ainda guardo uma velha foto à frente da CPP e a dúvida se ele era um aprendiz de anjo... |
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Cacete elétrico |
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por João Guilherme |
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000Aqui vai um causo verídico do BGP, acontecido com o saudoso Elio Machado e o sargento Belini. 000O Élio éra mecanico do Pelotão de Transporte da CCS. Um dia ele estava indo em direção à 4ª Cia, quando passou em frente ao quarto do Sargento Belini. Este chamou o Élio da maneira como chamava todos os soldados: — "MACHADO, inseto! Mosquito do cocô do mosquito do cocô do cavalo do bandido! Venha aqui, pegue este livrinho do Belini!" Era um livrinho com uma mulher nua na capa, e quando a pessoa abria o livro tomava um choque. O Élio pegou o livro, abriu, sentiu o choque mas ficou firme sem reação nenhum. O Sargento viu aquilo e falou: — "Não deu choque não, inseto?" — "Não sargento, não senti nada." Ao devolver o livro, o sargento abriu-o e o jogou para cima, sentindo o choque. O Élio muito espirituoso, virou para o sargento Belini e disse: — "Sargento, o senhor ainda não viu nada... venha aqui comigo." Os dois se dirigiram para o pelotão de transporte e, la chegando, o Élio deu partida numa viatura (um Jeep Willys), arrancou uma vela do mesmo, segurou o cabo com uma das mãos, e com a outra dentro do bolso começou a alisar o membro até ficar duro, tirou o bicho para fora, chegou com o mesmo a alguns centimetros do paralama do Jeep, quando começou a sair chispas, o Belini vendo aquilo, saiu correndo e se deparou com o tenente Monte Gomes que estava ali por perto. Este perguntou: —"O que houve, Belini?" — "Chefe, o Machado é louco, ele solta fogo pelo cacete!!!" |
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Sargento Lopes e o soldado fantasma |
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| por Jorge Renato Ruggiero, com informações do Mancuso |
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000Ano de 1964, pernoite na pérgula da 4.ª Cia de Fuzileiros, sargento Lopes fazendo a chamada. Ele começou em 1800 e alguma coisa e assim por diante até que todos os componentes da companhia que estavam no pernoite respondessem à chamada. No entanto ele continua e chama o soldado número 187. Ninguém responde. Ele insiste e ainda assim ninguém se manifesta. O sargento “briga” com os soldados que já estavam com ar de gozação... aí o sargento “se toca” que 187 não era o número de um soldado e sim o TOTAL dos soldados do pernoite!!! |
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| Nomes e apelidos |
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por Neoclair Ribas, digo, Xerém |
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000Imagine uma chamada de presentes a uma parada, pernoite ou turma de presos, quand o cabo ou Sargento de Dia for chamando pelos números e os elementos respondendo pelos apelidos, como eram conhecidos: "Xerém", "Poderia", "Sexta-feira", "Gonorréia", "Coroné", "Petulância", "Deca", "Guaraná", "Sabiá", "Da Bahia", "Risco", "Baby", "Barra Suja", "Zales", "Zuza" (barbeiro), "Paina" e outros que agora me fugem à memória, talvez, no decorrer do texto, eu me recorde. Alguns já traziam o apelido da vida civil (Deca, Sabiá, Guaraná, Paina, Zales). Outros o conseguiram ali, devido a fatos acontecidos nos primeiros dias de caserna, e até hoje carregam os apelidos, 40 e poucos anos depois. Eu mesmo, XEREM, até hoje assim sou conhecido e até mesmo minhas filhas e amigos da cidade assim me tratam. Saudade daquele dia em Pirassununga, aguardando o dia do embarque para Brasília, quando de um bate bola Araraquara x Rio Preto e outros, ao receber uma bola , devido à minha limitadíssima habilidade com a redonda (apanhei dela) , ao errar o passe, o PAINA, já quase profissional da Ferroviária gritou: — "Poxa, ô... Xerém, qualé, tá cego?" Cara! Duzentos camaradas dando risadas e eu puto da vida. Mas como diz o Sábio, quanto mais você fica bravo, mais a coisa cola. E não deu outra! Por causa do sd 2066, Paina (José Nilgerson Barbosa) caía fora o NEOCLAIR e no lugar, ficava o XEREM. E o PODERIA? (Luiz Carlos Oliver, de Monte Alto)? Rapaz de boa índole, educado, para tudo que precisava falar, pedia licença e dizia "Senhor sargento, eu "poderia" isto, "poderia" aquilo. Aí, os DECAS e SABIÁS da vida |
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não perdoaram. Depois de umas duas ou três vezes, saía o OLIVER e nascia o PODERIA. 000Um certo e distinto senhor francano, cujo nome vou omitir (mas ele certamente, ao ler, vai homenagear minha Santa Mãezinha) naqueles dias de tensão e apreensão da Revolução de 64, à noite, quando estávamos em alerta, no páteo, o mesmo foi acometido por uma necessidade fisiológica aquosa (xixi) e não dava para sair do páteo. Uns companheiros logo providenciaram uma parede humana e o cidadão ali se desapertou, descarregando no asfalto o líquido que o oprimia. Ficou alí a mini poça para que o asfalto a absorvesse e ninguém falaria mais sobre isso. Ledo engano! No dia seguinte, os componentes da parede humana voltaram ao lugar do desague e lá viram enorme mancha branca, provocada talvez por alguma substância antibiótica muito usada na época para combater certas doenças e desconfortos do trato urinário. (Já se lembraram do AMBRASINTO, né?) Aí meus amigos, as línguas de trapo, os mesmos que quebraram o galho compondo a parede, racharam o bico de rir e trataram de espalhar aos ares, o belíssimo apelido: GONORRÉIA. E até hoje o distinto senhor quando me encontra nos nossos eventos, esteja quem estiver por perto, grita: — "Xerem, seu safado, diz aí, se for homem, o meu apelido!" E eu, que nunca fujo a um desafio, grito: — "Gonorréia!" Outros apelidos e outros casos existem. Outra hora, talvez por mais alguém que também resolva participar, informe o fato, a pessoa e o apelido. Se vc souber de algum caso, mande aqui para o CAUSOS DE CASERNA. |
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